Estamos indo , de volta pra casa
2/01/2009 08:06:00 PM Posted In amor Edit This 2 Comments »
"Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa..."
De volta ao Rio de Janeiro , senti o vento de final de tarde na linha amarela com o sol forte batendo no rosto. Passei por dentro dessa mistura de favelas e luxo que é a cidade , e finalmente me senti em casa. Nada me faz tão bem como chegar em Jacarepaguá e ver as crianças correndo descalças entre os homens de terno que vão e voltam do centro da cidade, ver os homens de meia idade fazendo churrascos chulos em butecos e um ou outro travesti fantasiado ou não.
Nada melhor do que acordar e sentir o calor mesmo com o ventilador ligado , trocar de roupa colocar meu eterno biquini verde , colocar todos os meus cacarecos numa bolsa de praia, pegar meu óculos escuro comprado no centro da cidade em uma barraquinha na Rua do Ouvidor e pegar um ônibus até a praia da Barra. Estender a minah canga combinado com o biquini , encontrar com os amigos e ficar lá , sem pensar em nada , sem saber de nada , estar ali só por estar.
E isso tudo só me faz comprovar um dito popular : a gente só dá valor quando perde. Eu mesma não sabia como sentia falta dessa cidade suja , marginalizada e perigosa.E de repente todas as coisas que eu sentia se trasformaram em pó e eu consegui relaxar.Relaxei quando voltei da praia cheia de fome , e vi as pessoas numa Freguesia com mercados abertos, camelos a todo vapor e esse cheiro de humanidade que só o Rio de Janeiro tem, cheiro de gente suja , limpa , cheiro de miscigenação.
Mas nem tudo é lindo e sujo , tem também os caveirões que sobem pelo acesso Barra -Cidade de Deus , tem os tiros na linha amarela e o trânsito caótico de segunda a segunda.
Se Nova York é a cidade que nunca dorme , o Rio de Janeiro é a cidade que nunca morre.
Tia Juh diz: carioca convicta , quando volta pra sua terra , escreve uns textos mixurucas....
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa..."
De volta ao Rio de Janeiro , senti o vento de final de tarde na linha amarela com o sol forte batendo no rosto. Passei por dentro dessa mistura de favelas e luxo que é a cidade , e finalmente me senti em casa. Nada me faz tão bem como chegar em Jacarepaguá e ver as crianças correndo descalças entre os homens de terno que vão e voltam do centro da cidade, ver os homens de meia idade fazendo churrascos chulos em butecos e um ou outro travesti fantasiado ou não.
Nada melhor do que acordar e sentir o calor mesmo com o ventilador ligado , trocar de roupa colocar meu eterno biquini verde , colocar todos os meus cacarecos numa bolsa de praia, pegar meu óculos escuro comprado no centro da cidade em uma barraquinha na Rua do Ouvidor e pegar um ônibus até a praia da Barra. Estender a minah canga combinado com o biquini , encontrar com os amigos e ficar lá , sem pensar em nada , sem saber de nada , estar ali só por estar.
E isso tudo só me faz comprovar um dito popular : a gente só dá valor quando perde. Eu mesma não sabia como sentia falta dessa cidade suja , marginalizada e perigosa.E de repente todas as coisas que eu sentia se trasformaram em pó e eu consegui relaxar.Relaxei quando voltei da praia cheia de fome , e vi as pessoas numa Freguesia com mercados abertos, camelos a todo vapor e esse cheiro de humanidade que só o Rio de Janeiro tem, cheiro de gente suja , limpa , cheiro de miscigenação.
Mas nem tudo é lindo e sujo , tem também os caveirões que sobem pelo acesso Barra -Cidade de Deus , tem os tiros na linha amarela e o trânsito caótico de segunda a segunda.
Se Nova York é a cidade que nunca dorme , o Rio de Janeiro é a cidade que nunca morre.
Tia Juh diz: carioca convicta , quando volta pra sua terra , escreve uns textos mixurucas....


2 comentários:
Como você já sabe adoro os seus textos, se eu fosse herdeiro de algum jornal te contrataria sem ao menos ter a faculdade de jornalismo, para escrever uma coluna: MEU FUTURO ME CONDENA.
agora faço a pergunta: as pessoas andam de ônibus ai no rio com biquine e canga?ou elas colocam uma roupa e tira na praia?(nunca vi uma cena assim em novelas rsrs)
ah, obrigado pela visita ao meu blog.
biquini e não biquiNE.rsrsrs
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